Saúde Infantil
Quando levar a criança ao médico por febre alta ou persistente?
Leve a criança ao médico se a febre ultrapassar 39ºC, durar mais de 48 horas ou vier acompanhada de sinais de alerta como desidratação ou convulsões.

Leve a criança ao médico se a febre atingir 39ºC ou mais, se durar mais de 48 horas ou se vier acompanhada de sinais de alerta como convulsão, desidratação, manchas roxas na pele, respiração acelerada ou sonolência extrema. Em bebês com menos de 3 meses, qualquer febre medida corretamente já merece avaliação presencial no mesmo dia. A telemedicina pode orientar inicialmente, mas sinais graves exigem atendimento presencial.
O que caracteriza febre alta e febre persistente?
Considera-se febre alta quando a temperatura é igual ou acima de 39ºC, medida por via axilar (debaixo do braço) ou timpânica (no ouvido) com termômetro adequado. Já a febre persistente é aquela acima de 37,5ºC que se mantém por mais de 48 horas.
Use um termômetro confiável, preferencialmente digital, e tente medir sempre no mesmo local para comparar melhor os valores. Aguarde alguns minutos após banho quente, atividade física ou ingestão de líquidos muito quentes ou frios antes de medir.
Anote horários, valores e como a criança estava no momento (brincando, sonolenta, com calafrios). Esse registro ajuda o médico a entender a evolução, assim como hábitos que protegem a saúde infantil no dia a dia. Para reforçar rotinas de sono, alimentação e hidratação, veja orientações sobre como criar hábitos saudáveis desde cedo.
Sinais de alerta que indicam atendimento urgente
- Crises de convulsão, rigidez muscular ou dificuldade para despertar.
- Sinais de desidratação: boca seca, choro sem lágrimas, xixi muito escasso, tontura ou prostração.
- Manchas roxas na pele, respiração acelerada, chiado, esforço para respirar ou dificuldade para engolir saliva.
- Letargia profunda, irritabilidade extrema, gemência constante ou recusa em beber líquidos.
- Dor de cabeça intensa com rigidez no pescoço, vômitos repetidos ou dor forte que não melhora.
- Em bebês menores de 3 meses, qualquer febre medida corretamente.
Alguns quadros não relacionados à febre também não devem esperar, como quando procurar atendimento sem demora por olho vermelho com dor. A lógica é semelhante: identificar sinais de gravidade e agir cedo.
Quando a telemedicina pode ajudar
- Para orientação inicial sobre cuidados em casa, como hidratação, conforto térmico e quando remedir a temperatura.
- Para avaliar sintomas associados (tosse, dor de garganta, diarreia, erupções) e definir se vale investigar com exames ou observação por mais tempo.
- Como triagem para decidir o melhor local de atendimento, evitando deslocamentos desnecessários quando o quadro é leve e estável.
- Limite: se houver sinais de alarme, piora rápida, dificuldade para respirar, convulsões, manchas roxas ou desidratação importante, é necessária avaliação presencial.
- Próximo passo: diante de sinais de alerta ou febre que persiste além de 48 horas, programe consulta presencial ou procure pronto atendimento.
Exemplo hipotético: criança com 38,5ºC há 24 horas, ativa, bebendo líquidos e sem sinais de alarme pode ser orientada em teleconsulta. Outro exemplo: febre de 39,5ºC com respiração ofegante e sonolência exige atendimento presencial imediato. Para outras situações em que a teleconsulta pode ser a primeira etapa de cuidado, confira como identificar sinais iniciais de refluxo gastroesofágico e quando buscar teleconsulta.
Preparando-se para a consulta médica
- Anote todas as temperaturas e horários de cada medição, incluindo como a criança estava se sentindo.
- Liste medicamentos já administrados (como antitérmicos), com horários e dosagens. Não inicie remédios novos sem orientação.
- Descreva outros sintomas: coriza, tosse, dor ao engolir, vômitos, diarreia, erupções na pele, alteração do apetite e do sono.
- Tenha em mãos o histórico de doenças prévias, uso recente de antibióticos e a caderneta de vacinação.
Organizar informações melhora a qualidade da avaliação em diversas condições clínicas. Veja um exemplo prático das informações que ajudam o médico a investigar um desmaio, e adapte a mesma lógica ao quadro de febre.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação profissional. Se precisar de orientação inicial, a telemedicina da Celev Saúde pode ajudar na triagem e nos próximos passos. Em casos com sinais de alerta ou em bebês muito pequenos, priorize atendimento presencial.